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Mãe que se acorrentou em hospital no TO aguarda laudo para transferência do filho que precisa de cirurgia no coração

Mãe se acorrenta em frente ao MP para conseguir transferir filho de hospital Kauan, de 5 anos, só poderá ser transferido de hospital após a emissão de um l...

Mãe que se acorrentou em hospital no TO aguarda laudo para transferência do filho que precisa de cirurgia no coração
Mãe que se acorrentou em hospital no TO aguarda laudo para transferência do filho que precisa de cirurgia no coração (Foto: Reprodução)

Mãe se acorrenta em frente ao MP para conseguir transferir filho de hospital Kauan, de 5 anos, só poderá ser transferido de hospital após a emissão de um laudo médico, segundo a mãe, Laise Sousa Carvalho. O documento é feito pela equipe pediátrica do Hospital Geral de Palmas para atestar que a criança está estável e em condições de fazer a viagem até São Paulo. O menino passou por duas cirurgias no coração e precisa de uma terceira. Laise se acorrentou em frente ao HGP para cobrar que o tratamento fora de domicílio seja iniciado. A mãe contou que ainda não foi informado um prazo de quando a transferência será realizada. Ela está acolhida na Casa de Apoio Vera Lúcia Pagani, onde aguarda a emissão do documento atualizado da UTI Pediátrica. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Kauan nasceu com malformação congênita no coração e precisa de uma cirurgia chamada Fontan, que é considerada de grande porte. O menino recebe alimentação por meio de sonda, não fala, não anda e possui dificuldade para respirar. O g1 solicitou informações sobre os procedimentos necessários para tratamento fora de domicílio, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem. Kauan precisa passar por cirurgia no coração Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM Mãe se acorrenta no portão de hospital para cobrar cirurgia para o filho no TO Concurso da saúde do TO com 5,1 mil vagas e salários de até R$ 17 mil encerra inscrições nesta quinta (10) Acorrentada no hospital Na manhã desta quarta-feira (9), Laise se acorrentou ao portão do HGP para conseguir a transferência do filho por UTI aérea ao Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, em São Paulo. Ela havia pedido o tratamento em outro estado em 2024. A Secretaria Estadual de Saúde informou na quarta-feira que, após as avaliações médicas, foi apontado que a cirurgia de Fontan seria contraindicada nesse caso, devido às condições da criança, que apresentava comprometimento dos acessos vasculares e fragilidade clínica. O Estado disse que está tomando as providências necessárias para fazer a transferência (veja a nota completa abaixo). Durante a tarde, Laise deixou o HGP e se acorrentou em frente ao Ministério Público. O órgão informou que a mãe foi recebida pela equipe de Assistência Social e de Atendimento ao Cidadão e que o MP já atua no processo judicial sobre a assistência à saúde de Kauan, ajuizado pela Defensoria Pública. O Tribunal de Justiça determinou a transferência do paciente para São Paulo em julho de 2025, mas nada foi feito. Segundo a decisão, a criança tem direito a um acompanhante e auxílio com o custo da estadia e alimentação pelo tempo que durar o tratamento. Um ano depois, sem que a cirurgia fosse realizada, o juiz Edimar de Paula, da Vara da Família de Paraíso do Tocantins, decidiu pelo bloqueio do valor necessário para a realização do procedimento. Laise Sousa se acorrentou em frente ao Ministério Público para conseguir transferir filho para hospital de SP Reprodução/TV Anhanguera Íntegra da nota da SES A Secretaria de Estado da Saúde informa que a decisão judicial inicial foi cumprida, com o paciente sendo acompanhado no Hospital Municipal de Araguaína, unidade de alta complexidade habilitada para o atendimento do caso. Após avaliação criteriosa das equipes de Cirurgia Cardiovascular e Cardiologia Pediátrica, o procedimento de Fontan foi contraindicado neste momento devido à condição clínica do paciente, que apresenta comprometimento dos principais acessos vasculares, fragilidade clínica e neurológica, além da necessidade de cuidados pós-operatórios especializados, fatores que elevam significativamente os riscos de uma nova intervenção cirúrgica. Posteriormente, diante de nova decisão judicial determinando a transferência do paciente para tratamento fora do Estado, a Secretaria de Estado da Saúde informa que a cotação para a realização do procedimento já havia sido realizada previamente e que as providências necessárias estão sendo adotadas para a continuidade do tratamento. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.